Procurement Em 2026: De função tática a motor de valor estratégico
Procurement Em 2026: De função tática a motor de valor estratégico
Por Fernando Vázquez, sócio consultor da ERA Group
Durante anos, a função de compras foi vista principalmente como uma área de controle de custos. Seu sucesso era medido em termos de economia e eficiência operacional. No entanto, o cenário atual exige uma reconsideração dessa abordagem. A inflação persistente, as tensões geopolíticas, a pressão sobre o capital e o aumento das exigências regulatórias transformaram o custo em uma variável estratégica, e não meramente orçamentária.
Hoje, procurement Impacta diretamente as margens de lucro, a geração de fluxo de caixa, a resiliência da cadeia de suprimentos e a capacidade de inovação de uma organização. Não se trata mais apenas de negociar melhor, mas de tomar decisões melhores.
Nesse contexto, a verdadeira mudança não é tecnológica, mas organizacional. As empresas que farão a diferença em 2026 serão aquelas que integrarem a procurement integrar essa função ao cerne da estratégia de negócios, alinhando-a com as áreas de finanças, operações e sustentabilidade.
Da gestão de categorias à criação de valor
O salto qualitativo envolve ir além da gestão fragmentada e baseada em categorias para adotar um modelo focado em resultados econômicos concretos. Procurement Devem assumir responsabilidades claras para liberar caixa, mitigar riscos e criar valor sustentável.
Isso implica redefinir a relação com fornecedores, evoluindo a partir de uma abordagem transacional para alianças baseadas em objetivos compartilhados e métricas claras. Implica também conhecer com precisão o custo real de servir ao cliente e projetar cadeias de fornecimento que combinem eficiência em cenários estáveis com agilidade antes de interrupções.
Neste processo, a tecnologia, incluindo a Inteligência Artificial Gerativa, atua como habilitada. Você pode analisar grandes volumes de dados, identificar oportunidades melhores ou antecipar riscos. Mas seu valor depende de como se integrar na tomada de decisões e da clareza do modelo operativo no que se insere.
A diferença não marcará as empresas que acumulam mais vantagens, mas sim aquelas que convertem a análise em ação e conectam cada decisão de compra com seu impacto em margem e rentabilidade.

Resiliência e sustentabilidade com lógica financeira
Outra lição fundamental aprendida nos últimos anos é que a resiliência não pode ser construída a qualquer custo. Diversificar fornecedores, redesenhar cadeias de suprimentos e fortalecer os critérios de sustentabilidade são decisões necessárias, mas devem ser economicamente viáveis e mensuráveis.
A sustentabilidade, em particular, deixou de ser apenas um elemento de reputação e tornou-se uma variável econômica que influencia o acesso ao financiamento, o relacionamento com os clientes e a competitividade a longo prazo. Integrá-la às decisões de compra exige rigor analítico e coerência estratégica. As empresas que liderarem essa mudança não serão necessariamente as que mais experimentarem, mas sim as que redefinirem claramente seu modelo operacional.
Em um ambiente cada vez mais complexo, transformar cada decisão de compra em uma decisão estratégica será uma das principais vantagens competitivas.






























































































