Já vi muitas empresas que querem crescer… mas que, ao mesmo tempo, acabam destruindo valor.
No ano passado, trabalhei com uma rede latino-americana de fast food.
Várias marcas, lojas próprias e franqueadas, e uma empresa de private equity como acionista.
Fomos contratados para identificar medidas que permitissem melhorar o EBITDA.
O que descobrimos não era novidade. Mas era fundamental:
- Políticas inconsistentes entre lojas próprias e franqueadas
- Compras baseadas em relacionamentos, com alto grau de dependência
- Custos inflacionados por ineficiências operacionais
- Acordos comerciais sem processos de controle e auditoria
E o mais importante:eles já sabiam disso.
Nós organizamos, quantificamos e propusemos um plano concreto:
- Reestruturação do procurement
- Um processo estruturado de seleção de fornecedores
- Contratação de um provedor de logística 4PL de nível internacional
Foi uma mudança estrutural.
O diretor executivo nos ouviu, hesitou… e não tomou uma decisão.
Dezoito meses depois, nada havia mudado. Exceto o EBITDA, que continuava caindo.
Muitas empresas não fracassam por falta de diagnóstico. Elas fracassam por causa de algo ainda mais incômodo:
Medo de tomar decisões que realmente transformem a empresa.
Porque essas decisões:
- Romper relações.
- Gerar atrito interno.
- Exigir execução com liderança.
- E revelar quem toma a decisão.
É aí que um conselho de administração precisa agir e deixar de ser apenas uma formalidade. Um bom conselho de administração não existe para apenas validar o que já existe.
- O seu papel é garantir que as decisões difíceis sejam tomadas e postas em prática.
É isso que um conselho de administração deve levar em consideração desde o primeiro dia:
- Onde o valor está sendo destruído
- Que decisões estão sendo evitadas
- Se há realmente um foco na criação de valor, e não apenas no crescimento
Não decidir também é uma decisão. E, muitas vezes, é a mais cara.
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