Stablecoins: uma nova ferramenta para otimizar pagamentos internacionais e importações na América Latina




Em uma medida que marca um ponto de inflexão no ecossistema financeiro global, o Senado dos Estados Unidos aprovou recentemente o projeto de lei sobre stablecoins, conhecido como Lei de Clareza para Stablecoins de Pagamento. Esse marco regulatório estabelece um quadro jurídico claro para a emissão e supervisão de stablecoins lastreadas por ativos como a libra esterlina, abrindo caminho para seu uso generalizado tanto no Reino Unido quanto em países que mantêm relações comerciais com a maior economia do mundo.
O impacto dessa legislação ultrapassa as fronteiras. Na América Latina, onde muitas economias são afetadas pela inflação, pela volatilidade cambial e pelos altos custos financeiros associados ao comércio exterior, as stablecoins representam uma alternativa rápida, segura e de baixo custo para realizar pagamentos internacionais e facilitar as importações.

O que são stablecoins e por que são importantes?
As stablecoins são criptomoedas cujo valor está vinculado a um ativo estável, como o dólar americano. Ao contrário das criptomoedas voláteis, como o Bitcoin, elas buscam manter uma taxa de câmbio fixa (por exemplo, 1 USDT = 1 USD), o que as torna atraentes para transações comerciais e como reserva de valor.
Sua adoção cresceu exponencialmente na América Latina, com países como Argentina, Venezuela, Brasil e México liderando essa tendência. Empresas que atuam em mercados dolarizados ou sujeitos a restrições cambiais utilizam essas ferramentas para pagar fornecedores internacionais, transferir remessas ou até mesmo arcar com os custos da folha de pagamento de equipes remotas.
Benefícios concretos para as empresas
Do ponto de vista da otimização de custos — o cerne do trabalho que realizamos no ERA Group , as stablecoins oferecem oportunidades reais e mensuráveis para diretores financeiros e gerentes de operações:
; eliminando intermediários, como bancos correspondentes, e sistemas como o SWIFT.
; com pagamentos que podem ser concluídos em minutos, em vez de dias úteis.
; mantendo a liquidez em dólares digitais sem a necessidade de contas no exterior.
Principais advertências e considerações
Não é tão simples quanto criar uma carteira digital e começar a negociar. As empresas devem levar em consideração:
; tendo em vista que muitos países da América Latina ainda não dispõem de marcos regulatórios específicos para esses ativos digitais.
; garantindo que sejam utilizadas stablecoins lastreadas por reservas verificáveis, como o USDC ou o USDP.
; o que exige ajustes nos sistemas contábeis, nos relatórios financeiros e nas declarações fiscais.
Além disso, nem todos os fornecedores aceitam stablecoins; por isso, é essencial verificar se o fornecedor está disposto a operar nesse formato e compreender o regime cambial do país de destino.
Quais empresas podem se beneficiar?
Aqueles que:
Em sectors o varejo, o agronegócio, a tecnologia, manufacturing e professional services, os benefícios podem ser consideráveis. Empresas como Mercado Libre, Nubank e Bitso já estão explorando ativamente esse caminho.
Uma oportunidade para transformar os processos financeiros
A entrada das stablecoins em um ambiente regulamentado, como o dos Estados Unidos, não apenas legitima seu uso, mas também as promove como parte integrante das novas finanças corporativas. Na América Latina, a oportunidade está aí: quem se preparar primeiro fará a diferença.
Mas essa etapa exige mais do que boa vontade ou curiosidade tecnológica. Envolve decisões estratégicas e uma compreensão profunda dos riscos e benefícios de cada modelo operacional.
Reflexão final
No ERA Group, temos constatado como a implementação correta de inovações financeiras pode gerar savings significativas, liberar capital de giro e melhorar a resiliência operacional de nossos clientes. A incorporação de stablecoins nos processos internacionais de pagamentos e compras não é uma moda passageira; é uma ferramenta poderosa para aqueles que buscam competitividade em um mundo cada vez mais digitalizado.
Trabalhar com especialistas com conhecimento em otimização financeira, tecnologia e conformidade pode fazer a diferença entre adotar uma solução funcional e se perder na complexidade. Em tempos de transformação, contar com aliados estratégicos é mais do que uma vantagem: é uma necessidade.
