Tensões no Oriente Médio e seu impacto nos custos empresariais
Publicado no LinkedIn por Carlos Franco em 11 de março de 2026
Energia, logística e custos: o que as empresas devem analisar neste momento
As recentes tensões no Oriente Médio voltaram a afetar dois dos sectors mais sensíveis sectors economia global: o energético e o de transporte marítimo.
Após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã no final de fevereiro, os mercados reagiram rapidamente. Os preços do petróleo voltaram a ultrapassar os US$ 100 por barril, e algumas rotas marítimas no Golfo começaram a mostrar sinais de tensão.
Em apenas alguns dias, um episódio geopolítico voltou a repercutir na esfera econômica.
Isso não é um fenômeno novo.
Nos últimos anos, vários acontecimentos demonstraram como os choques geopolíticos acabam rapidamente por afetar os custos das empresas.
A guerra na Ucrânia provocou um aumento acentuado nos preços da energia em toda a Europa. O conflito entre Israel e a Palestina voltou a causar tensões no transporte marítimo em várias rotas estratégicas.
Atualmente, as tensões no Oriente Médio estão mais uma vez pressionando duas variáveis cruciais para muitas empresas: energia e logística.
Energia e transportes: dois sectors particularmente sensíveis
Nos primeiros dias do recente aumento, já foram observados vários movimentos nos mercados:
- Aumentodos preços do petróleo
- Maior volatilidade nas commodities energéticas
- A crescente incerteza em relação às rotas marítimas no Golfo
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, está mais uma vez no centro das atenções.
Quando essas rotas ou infraestruturas são consideradas vulneráveis, o impacto costuma se refletir rapidamente nos custos de energia e no transporte global.
Para muitas empresas, isso se traduz em uma pressão adicional sobre as margens, que já vêm sendo apertadas nos últimos anos.

Um padrão recorrente
Os últimos anos têm demonstrado que esse tipo de choque externo ocorre repetidamente.
Tensões geopolíticas, conflitos regionais ou interrupções logísticas podem alterar rapidamente o custo de certas categorias-chave.
O problema é que muitas dessas variáveis, como os preços da energia ou o transporte marítimo, são difíceis de controlar uma vez que o choque já tenha se instalado.
As empresas não podem decidir quanto custará o petróleo nem o que acontecerá com uma rota marítima estratégica.
Onde as empresas podem agir
Justamente por esse motivo, muitas empresas aproveitam esse tipo de situação para analisar sua estrutura de custos com mais detalhe.
Quando certas áreas, como energia ou transporte, se tornam mais difíceis de gerenciar, torna-se ainda mais importante analisar outras áreas onde há margem para otimização.
Em muitos casos, surgem oportunidades em categorias que tradicionalmente recebem menos atenção:
- • seguro
- • telecomunicações
- • certos serviços públicos
- • contratos de manutenção ou gestão de instalações
Nessas áreas, pequenas ineficiências que se acumularam ao longo dos anos podem ter um impacto significativo na estrutura geral de custos de uma empresa.
Análise de custos em ambientes voláteis
A estrutura de custos de uma empresa não depende exclusivamente de decisões internas.
Fatores externos, como energia, transporte ou matérias-primas, podem mudar rapidamente e perturbar o equilíbrio econômico de muitos sectors.
É por isso que, em ambientes voláteis como o atual, uma análise detalhada das diversas expense categories além da mera otimização operacional.
É por isso que, em ambientes voláteis como o atual, a análise minuciosa das diversas categorias de despesas já não é apenas uma questão de otimização operacional.
Isso começa a se tornar uma decisão estratégica.
E, em muitos casos, o melhor momento para fazer isso é justamente quando o contexto nos lembra o quanto certos custos críticos podem ser delicados.



























































































